Em Apucarana, no norte do Paraná, uma ocorrência chocante de violência doméstica e familiar marcou a noite de 22 de fevereiro de 2026. Por volta das 19h20, a Polícia Militar foi acionada para a Rua Serra das Araras, no Núcleo Habitacional Adriano Correia, após denúncia de lesão corporal contra mulher envolvendo sexo feminino e violência doméstica.
A vítima inicial de 38 anos, relatou aos policiais que seu filho de 18 anos, impedia a saída de sua namorada, a adolescente de 17 anos, mantendo-a trancada contra a vontade dentro da residência. A mãe interveio para proteger a jovem, usando um cabo de vassoura para conter o rapaz, que estava agressivo e aparentemente embriagado por álcool.
Ao chegar ao local, os PMs encontraram a mãe e o suspeito do lado de fora da casa, enquanto a adolescente permanecia no interior. O jovem tentou voltar para dentro, ignorando ordens policiais para permanecer externamente. Inicialmente passivo, ele passou à resistência ativa: empurrou um dos agentes e desferiu socos, tentando se desvencilhar para alcançar a namorada. Diante da agressão, a equipe usou força progressiva e não letal, incluindo spray de pimenta, bastão retrátil e técnicas de imobilização, com repetidas ordens para cessar a resistência – ignoradas pelo autor.
O jovem resistiu violentamente à prisão, proferindo ameaças e ofensas contra os policiais. Dois PMs sofreram escoriações nas mãos, joelhos e rosto. Reforços das equipes RPA, ROTAM e CPU foram acionados para apoio.
Na 17ª Delegacia de Polícia Civil de Apucarana, depoimentos revelaram mais gravidade. A mãe confessou sofrer ameaças contínuas do filho, configurando violência psicológica em dias anteriores. A adolescente relatou à policial feminina ter sido ameaçada de morte pelo namorado caso tentasse fugir. O suspeito foi autuado por lesão corporal, violência doméstica, resistência à prisão e ameaças, ficando à disposição da Justiça.
O caso expõe a escalada de conflitos familiares agravados por álcool e impulsos violentos, destacando a importância da intervenção rápida da PM para proteger vítimas vulneráveis, como adolescentes em relações abusivas.
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