Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE), incluindo potências como Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Japão, anunciaram a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Trata-se da maior ação coordenada da história da agência, superando os 182,7 milhões de barris liberados após o início da Guerra da Ucrânia em 2022.
A AIE, grupo que estabelece regras e coordena estoques mínimos de petróleo bruto para proteger as economias de seus membros em momentos de turbulência no mercado global, tomou a medida em resposta à crise no Estreito de Ormuz. O principal canal de escoamento de petróleo do mundo foi fechado devido à guerra em curso, disparando os preços da commodity e gerando volatilidade que ameaça a estabilidade econômica mundial.
Dois fatores agravaram o cenário caótico: a instalação de minas explosivas pelo Irã no estreito, que pode obstruir o fluxo mesmo após o fim do conflito; e ataques a navios sem escolta aparente dos EUA, levantando dúvidas sobre a segurança da navegação na região nos próximos meses.
Especialistas alertam que o impacto da liberação será de curto prazo. Os 400 milhões de barris equivalem a apenas 20 dias de suprimento médio pelo estreito. No total, a AIE gerencia 1,2 bilhão de barris em estoques públicos emergenciais, acrescidos de 600 milhões em reservas industriais, o que dá fôlego limitado diante de uma crise prolongada.
A decisão reflete a urgência de estabilizar mercados, mas analistas cobram ações diplomáticas para reabrir o Ormuz e evitar recessão global.
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