O governo federal iniciou 2026 com números impressionantes na arrecadação tributária. Em janeiro, a Receita Federal coletou R$ 325 bilhões em impostos e contribuições, o maior valor da série histórica e um crescimento de 3,5% acima da inflação. Esse resultado mantém a tendência positiva de 2025, quando a União atingiu um recorde anual de R$ 2,88 trilhões.
A alta reflete o impacto de medidas fiscais recentes, como o aumento de impostos e maior tributação sobre operações financeiras e outras atividades. Entre os destaques de janeiro:
-
Imposto de Renda sobre rendimentos de capital: alta de 32,5%, totalizando R$ 14,6 bilhões;
Publicidade -
IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): disparou 49%, rendendo R$ 8 bilhões;
-
Contribuições previdenciárias: R$ 63,4 bilhões;
-
PIS/Cofins: R$ 56 bilhões;
-
Impostos sobre apostas online: R$ 1,5 bilhão.
Esses valores mostram a força da economia em setores como investimentos, crédito e jogos digitais, impulsionados por políticas de elevação da carga tributária nos últimos anos.
No entanto, o otimismo com a receita não elimina os desafios fiscais. Apesar dos recordes, o governo enfrenta dificuldades para equilibrar contas. Para 2026, a previsão aponta um déficit de R$ 23 bilhões, mesmo considerando exceções à regra fiscal. Se confirmada, essa situação pode deixar as contas públicas negativas ao longo dos quatro anos do terceiro mandato do presidente Lula, pressionando o equilíbrio orçamentário e exigindo ajustes em gastos.
Comentários: