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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026
Arrecadação federal de impostos bate recorde em novembro e no ano

Economia

Arrecadação federal de impostos bate recorde em novembro e no ano

Receita Federal divulga números históricos com R$ 226,75 bilhões no mês e R$ 2,59 trilhões no acumulado

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A arrecadação da União com impostos e outras receitas alcançou recorde histórico em novembro, totalizando R$ 226,75 bilhões, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Receita Federal. O valor representa aumento real de 3,75% em relação a novembro de 2024, já corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Trata-se do melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o resultado foi ainda mais expressivo: R$ 2,59 trilhões, com crescimento real de 3,25%. As receitas administradas diretamente pela Receita somaram R$ 214,39 bilhões em novembro (alta real de 1,06%) e R$ 2,47 trilhões no período (alta de 3,9%). Esses números incluem tributos como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e jurídicas, contribuições previdenciárias, IPI, IOF, PIS/Cofins, além de royalties e depósitos judiciais.

A Receita alerta, porém, para influências de eventos não recorrentes em 2024, sem repetição em 2025. Houve recolhimento extra de R$ 13 bilhões no IR Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital de fundos exclusivos, além de R$ 4 bilhões atípicos em IRPJ e CSLL. Sem esses pagamentos excepcionais, o crescimento real no acumulado seria de 4,51%.

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Destaques e fatores impulsionadores

O bom desempenho reflete variáveis macroeconômicas favoráveis, como o aquecimento da atividade em serviços, elevação do IOF e aumento da massa salarial, que impulsionou a arrecadação previdenciária. O IOF liderou com R$ 77,55 bilhões no ano (alta real de 19,88%), impulsionado por operações de saída de moeda estrangeira, crédito a empresas e títulos mobiliários – em parte devido ao Decreto 12.499/2025, que elevou alíquotas em junho, embora derrubado depois.

Outros destaques incluem:

  • Comércio exterior: alta real de 11,01%.

  • Rendimentos de residentes no exterior: crescimento de 15,39%, com volatilidade positiva em royalties, trabalho e Juros sobre Capital Próprio (JCP).

  • PIS/Cofins: R$ 528,85 bilhões (alta de 2,79%), turbinado pela taxação de apostas online (bets), regulamentada em 2025. A receita com casas de apostas virtuais explodiu 14.000%, de R$ 62 milhões para R$ 8,82 bilhões.

Apesar dos recordes, há sinais de desaceleração: IRPJ/CSLL subiu apenas 1,44% e IPI, 0,57%, refletindo atividade industrial estável. Os dados completos estão no site da Receita Federal.

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