Na quinta-feira (20), atores que participaram da abertura da COP 30 em Belém promoveram um protesto público por atraso no pagamento de seus cachês. Esses artistas, que integraram o espetáculo cronoecológico representando animais rastejando no pavilhão da sociedade civil da conferência, afirmam ter sido contratados por R$ 5 mil cada, com pagamento dividido em duas parcelas de R$ 2.500. No entanto, a primeira parcela, prevista para 5 de novembro, não foi recebida, o que levou ao ato de reclamação.
Segundo uma das atrizes, o grupo foi “sendo enrolado” e mesmo após depósito parcial de R$ 1.500 pela empresa produtora Free Zone, os artistas continuam sem o pagamento integral e se sentem desrespeitados. Cartazes com os dizeres “paguem os artistas da Free Zone” foram exibidos no protesto realizado em frente aos pavilhões do evento. A Free Zone, por sua vez, não se posicionou oficialmente sobre as acusações.
A performance dos artistas, que durou poucos minutos, foi exibida no espaço voltado para ONGs, instituições privadas e delegações estrangeiras e contou com cerca de quatro meses de ensaios. A encenação viralizou rapidamente nas redes sociais e nos corredores da COP 30, que havia sido oficialmente aberta poucas horas antes pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No discurso, ele ressaltou os impactos das mudanças climáticas, contexto que deu ainda mais peso à apresentação artística.
A situação gerou repercussão e expõe um desconforto sobre a valorização do trabalho artístico em eventos de grande relevância internacional, sobretudo em um momento em que o debate ambiental ganha destaque no País e no mundo.

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