Em um ato organizado na Avenida Paulista, movimentos de direita e grupos religiosos se uniram para defender a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os manifestantes também expressaram críticas ao atual governo, chegando a pedir a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os oradores, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a anistia "ampla e para todos os envolvidos" nos eventos de 8 de janeiro de 2023. Freitas criticou a condução do julgamento, alegando que se baseia em uma "única delação" e acusou a esquerda de construir narrativas para incriminar o ex-presidente. Ele classificou a atuação de Alexandre de Moraes como "tirania" e reforçou a ascensão de uma "direita anti-sistema" que não teme ir às ruas.
O pastor Silas Malafaia fez um discurso contundente, defendendo a união da direita e criticando o que chamou de "abusos" do STF contra Bolsonaro. Malafaia, que recentemente foi alvo de busca e apreensão, caracterizou Moraes como um "ditador" que desrespeita a liberdade política e religiosa.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi a última a falar, usando uma abordagem religiosa. Ela mencionou a dificuldade de ver seu marido sob vigilância e impedido de sair de casa. O evento também contou com a presença de outros líderes políticos, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o deputado federal Alexandre Ramagem, que defendeu uma anistia "ampla, geral e irrestrita".
Atos similares em defesa de Bolsonaro ocorreram em outras capitais, como o Rio de Janeiro, onde a manifestação reuniu um quarteirão de Copacabana e contou com a participação do governador Cláudio Castro.
Comentários: