O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, revelando um crescimento modesto de 2,3% em relação a 2024. Esse resultado representa o pior desempenho anual desde 2020, marcado por uma praticamente estagnação da economia no segundo semestre do ano passado. O primeiro trimestre registrou expansão de 1,5%, seguido por 0,3% no segundo, 0% no terceiro e apenas 0,1% no quarto trimestre.
Um dos principais vilões foi a taxa de juros, que atingiu 15% no meio do ano. Com custos elevados de crédito, empréstimos ficaram mais caros para a população e empresas, freando o consumo de bens e serviços. Apesar disso, o setor agropecuário foi o grande destaque, impulsionando um terço do crescimento total. Graças a uma safra recorde de milho e soja, o agronegócio expandiu 11,7% no ano, compensando a fraqueza em outras áreas.
No cenário internacional, o desempenho brasileiro no quarto trimestre ficou em 39º lugar entre 50 países analisados, ao lado de Japão, Reino Unido e Colômbia. Além disso, o Brasil caiu da 10ª para a 11ª maior economia mundial, segundo rankings globais.
Para reaquecer a economia em 2026, o governo aposta em medidas de incentivo ao consumo. Entre elas, destacam-se a isenção de Imposto de Renda (IR) para rendas de até R$ 5.000 e a política de valorização do salário mínimo. As projeções divergem: o Banco Central estima crescimento de 1,26%, enquanto o Ministério da Fazenda aposta em 2,3%.
Comentários: