Em Lunardelli, no interior do Paraná, uma briga entre vizinhas ganhou contornos graves na manhã de 28 de fevereiro de 2026, envolvendo ofensas homofóbicas direcionadas a uma criança de apenas 7 anos. A Polícia Militar foi acionada pela central de operações por volta das 11h31 para atender uma ocorrência na Rua Miguel Arcanjo Nunes. Ao chegar ao local, os policiais encontraram duas mulheres em confronto: uma mãe, que relatou o incidente, e sua vizinha, avó do suposto agressor.
Segundo o boletim de ocorrência, tudo começou quando o filho de 7 anos da solicitante foi xingado com termos homofóbicos pelo neto da vizinha. Indignada, a mãe confrontou a avó do menino, pedindo providências quanto ao comportamento da criança. Em resposta, a vizinha teria repetido as mesmas ofensas contra o garoto de 7 anos, escalando a discussão. A avó negou veementemente as acusações, alegando que nada disso ocorreu.
A situação chamou a atenção de uma equipe do Conselho Tutelar de Lunardelli, que compareceu ao endereço para acompanhar o caso. Diante da presença de menores envolvidos, os policiais priorizaram a mediação, orientando ambas as partes sobre os direitos legais. Elas foram informadas da possibilidade de registrar uma representação criminal por injúria, crime previsto no Código Penal Brasileiro, que pode resultar em pena de detenção de um a seis meses ou multa, especialmente agravada quando envolve discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.
As envolvidas decidiram refletir e formalizar a denúncia posteriormente, evitando medidas imediatas no local. O boletim de ocorrência foi lavrado para fins de registro e ciência das autoridades, garantindo o acompanhamento do caso. Após as orientações, a equipe da PM retornou ao patrulhamento ostensivo, reforçando a importância de diálogos pacíficos em comunidades pequenas como Lunardelli.
Comentários: