A Câmara dos Deputados tirou de pauta, por 251 votos a 193, a votação da Medida Provisória (MP) que propunha novas formas de tributação, incluindo impostos sobre investimentos, fintechs e compensações tributárias. A medida foi vista como uma alternativa para compensar a rejeição anterior do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Com a decisão, a MP perde a validade à meia-noite de hoje, configurando uma clara derrota ao governo Lula na área econômica. A expectativa era de que a medida gerasse uma arrecadação extra significativa, estimada em R$ 10 bilhões em 2025 e R$ 17 bilhões em 2026.
O revés exige que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revise as projeções do Orçamento deste ano. A diminuição da receita prevista pode forçar a aplicação de cortes ou congelamento de gastos federais para equilibrar as contas públicas.
Comentários: