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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026
CBF lança primeiro modelo de arbitragem profissional no futebol brasileiro

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CBF lança primeiro modelo de arbitragem profissional no futebol brasileiro

Projeto contrata 72 árbitros fixos para o Brasileirão Série A, com salários, bônus e suporte completo, visando elevar qualidade e reduzir erros

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Nesta terça-feira (27), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou um marco histórico: o primeiro programa de profissionalização da arbitragem nacional. O iniciativa contrata equipes fixas para apitar as partidas do Brasileirão Série A ao longo da temporada, rompendo com o modelo freelancer que vigorava há décadas. Serão 72 profissionais remunerados com salários mensais, taxas variáveis e bônus por desempenho, dedicados prioritariamente à função, sem exclusividade obrigatória. Eles recebem apoio técnico, psicológico, preparação física e monitoramento constante.

O quadro inclui 20 árbitros centrais —11 credenciados pela FIFA—, 40 assistentes —20 da FIFA— e 12 árbitros de vídeo (VAR), todos com credenciamento internacional. Ao fim de cada ano, haverá rebaixamento de pelo menos dois por categoria, com promoções baseadas em desempenho. "É um movimento que segue as melhores práticas globais. Estava adormecido na CBF, mas agora implementamos com firmeza", declarou o presidente Samir Xaud, no lançamento no Rio de Janeiro.

Até agora, árbitros de elite atuavam sem vínculo formal com a CBF, recebendo apenas por jogo. Xaud destacou: "Eles estavam no centro do campo, mas na periferia das atenções. Erravam por falta de investimento em preparo, saúde e tranquilidade financeira. Não mais". O programa oferece avaliações sistemáticas por observadores e comissão técnica, com notas em controle de jogo, regras, físico e comunicação. Um ranking atualiza a cada rodada.

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Os árbitros terão planos individualizados, rotina semanal de treinos, suporte de preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo. Passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e simulações. Desenvolvido em 2025 por grupo liderado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques, o projeto envolveu 38 clubes das Séries A e B, consultores internacionais e associações. Inicia em março, com investimento de R$ 195 milhões para 2026-2027.

Essa mudança promete revolucionar o apito no Brasil, alinhando o país a federações como as da Europa, onde árbitros profissionais são padrão.

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