O governo de Santa Catarina confirmou a morte de um casal e de um bebê de cinco meses que foram arrastados pela enxurrada causada pelo ciclone extratropical que atinge a região Sul do Brasil desde o último domingo (07). O acidente ocorreu na cidade de Palhoça, litoral catarinense, onde a chuva forte acumulou volumes acima da média para o mês de dezembro. Além da tragédia, a população permanece em alerta devido aos riscos de deslizamentos, alagamentos e ventos fortes que continuam a impactar Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, a chuva persistiu ao longo desta segunda-feira (08), sobretudo na Grande Florianópolis. Em Santo Amaro da Imperatriz, o volume de precipitação alcançou 146 mm em seis horas; em Palhoça foram registrados 130 mm, Biguaçu 111 mm e Florianópolis quase 90 mm, superando o esperado para todo o mês, que fica em torno de 130 mm na região. No oeste catarinense, temporais isolados causaram alagamentos, destelhamentos e problemas nas rodovias. Diversas cidades seguem em estado de atenção.
No Rio Grande do Sul, o município de Flores da Cunha foi um dos mais afetados, sofrendo com os danos provocados por um tornado que derrubou telhados e estruturas. A Defesa Civil local mobilizou recursos como lonas, geradores, antenas e motobombas para auxiliar a população atingida, além de veículos para atendimento emergencial. Estima-se que os ventos ultrapassaram 100 km/h.
O ciclone deve se deslocar para o oceano nas próximas horas, mas ainda trará fortes ventos com rajadas acima de 100 km/h e chuvas intensas na costa gaúcha e catarinense. A previsão indica mar agitado e ressaca ao longo da semana. As autoridades reforçam orientações para que a população evite sair de casa, não transite em áreas alagadas, nem se aproxime de estruturas ou árvores que possam cair. Também recomendam suspensão de atividades náuticas e cuidados especiais em áreas de risco.
O governador Jorginho Mello manifestou solidariedade às famílias atingidas e reforçou o alerta para que a população fique em casa e siga as orientações oficiais para evitar novas tragédias.

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