Em Jandaia do Sul, no norte do Paraná, duas mulheres sofreram agressões físicas em contextos de violência doméstica e familiar na madrugada deste domingo (1º de março de 2026). Os incidentes, ocorridos no Centro da cidade, foram atendidos pela Polícia Militar (PM) e expõem a persistência desse tipo de crime na região.
O primeiro caso foi registrado às 00h04, na Rua Gabriel Lopes. A vítima, identificada como J.G.A., acionou o SAMU inicialmente relatando possível ferimento por arma branca, mas esclareceu à PM tratar-se de lesão corporal decorrente de briga com o convivente, E.I.E. Segundo o boletim, o casal chegou à residência e discutiu por motivos fúteis, o que evoluiu para agressões físicas. O agressor desferiu diversos socos contra ela. As agressões pararam apenas com a chegada do irmão da vítima, que a ajudou a sair do local com os filhos, testemunhas dos fatos. J.G.A. apresentava hematomas visíveis, inchaço no lábio inferior e no olho esquerdo, mas recusou atendimento médico. A PM realizou buscas pelo autor, sem sucesso até o fim do registro. A vítima foi orientada sobre medidas legais, como registro de ocorrência e possível medida protetiva.
Menos de uma hora depois, às 01h10, nova ocorrência na Rua João Marcelino de Souza, também no Centro. A vítima E.M.M. confirmou à PM ter sido agredida por C.C., ex-companheiro com quem retomara contato após separação. Os dois estavam no Bar quando, por motivos fúteis, ele iniciou discussão. Ao saírem do local, C.C. continuou a briga, empurrou a mulher, fazendo-a cair no chão. Amigas que a acompanhavam intervieram, e o agressor fugiu em um veículo. Buscas nas proximidades não o localizaram. E.M.M. foi orientada sobre os procedimentos cabíveis.
Ambos os casos destacam padrões comuns em violência de gênero: discussões banais que escalam para agressões físicas, presença de testemunhas e fuga dos agressores. A PM enfatiza a importância de denunciar para acionar a Lei Maria da Penha, que prevê prisão em flagrante ou preventiva.
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