O Exército de Israel realizou um ataque triplo contra alvos estratégicos no Irã, bombardeando o gabinete presidencial, a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional e o prédio da Assembleia dos Peritos — onde 88 aiatolás se reuniam para votar o próximo líder supremo do país. A mídia estatal iraniana informou que o local foi evacuado previamente, minimizando danos humanos imediatos, mas o episódio ocorre em meio a uma ofensiva mais ampla para desmantelar a liderança do regime em Teerã. Ao mesmo tempo, Israel lançou bombardeios em Beirute, no Líbano, visando instalações do Hezbollah, grupo terrorista financiado pelo Irã, com o objetivo de neutralizar aliados regionais de Teerã.
Em retaliação, o Irã não hesitou e contra-atacou o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Tel Aviv, além de bases militares dos Estados Unidos espalhadas pelo Oriente Médio. O número oficial de mortos no Irã já ultrapassa 787 pessoas, segundo o Crescente Vermelho, após mais de 1.000 bombardeios em 153 cidades desde o sábado. Em Teerã, um funeral coletivo emocionou multidões: 165 alunas e funcionárias de uma escola feminina em Minab foram sepultadas, vítimas atribuídas aos ataques de Israel e EUA — fato negado por ambos os lados, com gritos de "Morte a Israel" e "Morte à América" ecoando nas ruas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, interveio publicamente, declarando que é "tarde demais" para o Irã negociar, fechando a janela para qualquer acordo e visando impedir a reorganização do regime iraniano. Trump enfatizou que as defesas aéreas, força aérea e lideranças iranianas foram destruídas, reforçando a postura de não recuar.
A Europa, antes à margem, agora entra no tabuleiro. O governo iraniano prometeu atacar qualquer nação europeia que se junte formalmente à guerra ao lado de EUA e Israel, considerando isso ato de guerra. A Espanha proibiu o uso de suas bases militares na ofensiva, o que levou Trump a ameaçar cortar todas as relações comerciais com Madri. A França, por sua vez, facilitou a evacuação de cidadãos vulneráveis e anunciou, via Emmanuel Macron, a ampliação do arsenal nuclear, em cooperação com oito países europeus para dissuasão. Já o Parlamento Europeu avalia convidar Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e líder da oposição, para discursar na próxima sessão plenária, sinalizando apoio potencial a uma mudança de regime.
Esses eventos marcam o quarto dia de uma guerra que ameaça se expandir, com implicações diplomáticas e humanitárias crescentes na região e além.
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