Em um movimento histórico, os Estados Unidos anunciaram a entrada imediata de petroleiras americanas em território venezuelano, horas após um ataque não especificado. O presidente Donald Trump declarou que o petróleo do país "voltará a fluir" sob controle norte-americano. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris, equivalentes a 17% do total global.
Para Washington, o ganho é colossal: em apenas 12 horas, os EUA passaram a controlar reservas avaliadas em US$ 17 trilhões. Esse montante supera o PIB de todos os países do mundo, exceto EUA e China, e equivale a quatro vezes o PIB do Japão. Empresas americanas como ExxonMobil, Shell e Chevron alegam que a Venezuela lhes deve bilhões em compensações após ditadura de Chaves estatizar ativos das empresas.
O histórico de tensões remonta à década de 1970, quando companhias dos EUA ajudaram a construir a infraestrutura de extração venezuelana. Em 1976, o governo nacionalizou os ativos, criando a estatal PDVSA. O último confisco ocorreu em 2013, intensificando reclamações de roubo de bilhões em petróleo que, segundo críticos, o "socialismo venezuelano" tirou dos EUA ao longo de décadas.
Adicionalmente, nos últimos dois anos, a ditadura de Maduro intensificou investidas para invadir a Guiana, aprovando lei que incorpora 70% do território disputado, o Essequibo, à Venezuela – apesar da rejeição vizinha. Essa região, maior que Inglaterra, Cuba ou Grécia, é rica em petróleo, minerais e recursos naturais diversos, uma das maiores biodiversidades do planeta. A ação americana pode alterar o equilíbrio regional, garantindo fluxo de riquezas para os EUA e enfraquecendo reivindicações expansionistas de Maduro.

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