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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026
Filho agride mãe em Apucarana durante disputa por netas menores

Policial

Filho agride mãe em Apucarana durante disputa por netas menores

Mulher de 47 anos sofre lesões após ser empurrada pelo filho de 21 anos em residência no Centro

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Uma ocorrência de lesão corporal decorrente de violência doméstica e familiar chocou a população do Centro de Apucarana na noite de terça-feira (17). Por volta das 20h24, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma denúncia na Rua Professor Erasto Gaertner, onde uma mulher de 47 anos, identificada apenas pelas iniciais J.P., relatou ter sido agredida fisicamente por seu próprio filho, F.P.A.C., de 21 anos.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia da Mulher, J.P., residente em São Paulo, viajou até Apucarana com o objetivo específico de buscar suas filhas menores de idade, que residem na casa onde ocorreu o incidente. Ao chegar ao local, o jovem começou a proferir ofensas verbais contra a mãe. A situação escalou rapidamente para agressão física: ele a empurrou com força, fazendo-a cair ao solo. A vítima sofreu escoriações no tornozelo e nas costas, lesões que foram constatadas pela equipe policial no momento da chegada.

"Ele me xingou e depois me empurrou. Caí no chão e machuquei tudo", teria relatado J.P. aos militares, segundo o registro oficial. Após o ato de violência, o autor fugiu do local, evadindo-se antes da chegada da PM. A equipe realizava diligências intensas para localizá-lo, mas até o fechamento desta reportagem, não havia sucesso na busca. A mãe, ainda abalada, foi orientada sobre os procedimentos legais disponíveis, incluindo medidas protetivas e encaminhamento médico, se necessário.

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O caso ganha contornos ainda mais delicados pelo contexto familiar. J.P. veio de outra cidade exclusivamente para resolver a custódia das netas – filhas menores do agressor –, o que pode indicar uma disputa preexistente. Especialistas em violência doméstica alertam que situações como essa são comuns em conflitos familiares envolvendo menores, frequentemente agravados por tensões emocionais e falta de mediação. A Lei Maria da Penha, que abrange violência familiar independentemente do gênero, prevê punições severas para lesão corporal e injúria, com penas que podem chegar a anos de prisão.

A Polícia Militar enfatizou a importância de denunciar imediatamente esses episódios para evitar escaladas. Em Apucarana, o Centro de Referência da Mulher tem registrado aumento de 15% em casos semelhantes nos últimos meses, segundo dados preliminares da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. J.P. foi apoiada pela delegacia e liberada após o registro, com recomendação de acompanhamento psicológico.

Autoridades reforçam: em casos de violência doméstica, ligue 190 ou procure a Delegacia da Mulher. O boletim de ocorrência foi lavrado para dar prosseguimento às investigações, e o suspeito segue foragido.

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