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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026
Filho agride mãe em assentamento em Rio Branco do Ivaí após discussão por bebida e direção

Policial

Filho agride mãe em assentamento em Rio Branco do Ivaí após discussão por bebida e direção

Idoso quase é vítima de imprudência; agressões anteriores foram encobertas por medo de retaliação

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Em um caso chocante de violência doméstica, uma senhora foi brutalmente agredida pelo próprio filho no assentamento Egídio Brunetto, área rural de Rio Branco do Ivaí, no Paraná. O incidente, registrado na noite de 22 de dezembro de 2025, às 19h48, expõe as tensões cotidianas em comunidades rurais isoladas, onde o medo de represálias impede denúncias.

Tudo começou durante uma reunião familiar regada a bebida alcoólica. A vítima consumia álcool ao lado do filho e de um amigo dele, cujo nome ela não soube informar. A situação escalou quando o filho, visivelmente embriagado, insistiu em sair de carro levando o neto da senhora, um menino de apenas 11 anos. Preocupada com a segurança da criança, a mãe se opôs veementemente. Irritado, o agressor desferiu vários socos na cabeça dela, puxou seus cabelos com violência e a arrastou para fora de casa. As lesões nos braços e na perna da vítima foram causadas nessa confusão.

Não satisfeita, a senhora reagiu pegando um pedaço de pau e quebrando o para-brisa do carro do filho, o que só intensificou as agressões. Atendida no Hospital Municipal de Rio Branco do Ivaí, ela acionou a polícia. A equipe da PM chegou rapidamente ao local, colheu o depoimento da vítima e seguiu para o assentamento.

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Lá, o autor das agressões foi localizado, recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à autoridade policial em Faxinal para as devidas providências legais. Questionada sobre episódios anteriores, a senhora confessou que o filho já a agredira de quatro a cinco vezes no passado. No entanto, ela nunca denunciara por receio dos "organizadores" do assentamento, que, segundo ela, desaprovam chamadas à polícia na área, priorizando a resolução interna de conflitos.

O caso reacende debates sobre violência familiar em assentamentos rurais, onde o isolamento geográfico e pressões comunitárias dificultam a aplicação da Lei Maria da Penha. Especialistas alertam que o consumo de álcool agrava esses quadros, e a presença de uma criança como potencial vítima torna o episódio ainda mais grave. A polícia investiga se o amigo do agressor teve participação nos fatos, e a vítima deve passar por exame de corpo de delito.

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