Em mais um golpe contra o setor agropecuário, uma usina de energia solar na zona rural de Ivaiporã, no norte do Paraná, foi invadida na madrugada de 17 de fevereiro de 2026. A Patrulha Rural da Polícia Militar atendeu o chamado por volta das 17h46, no endereço rural da comunidade Água da Laranjeira. O proprietário flagrou a subtração de toda a fiação das placas solares: cerca de 250 metros de fios de cobre e 100 metros de cabos de alumínio de maior espessura. Além do roubo, diversos componentes da estrutura foram danificados, gerando prejuízo estimado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil.
O crime ocorreu em local isolado, distante de residências, o que facilitou a ação dos ladrões. A chuva matinal apagou possíveis vestígios, como marcas de pneus ou pegadas, frustrando a busca inicial por pistas. "Foi um baque enorme, pois a usina era essencial para reduzir custos na propriedade", relatou o vítima aos policiais, segundo o boletim de ocorrência.
O caso não é isolado. Na semana anterior, outro agricultor da mesma região sofreu furto idêntico, com perda superior a R$ 25 mil. Ambos os episódios compartilham o mesmo modus operandi – roubo de fiação metálica em instalações remotas – e ocorreram em pontos próximos na Água da Laranjeira. Especialistas em segurança rural atribuem esses ataques à alta cotação do cobre e alumínio no mercado de sucata, atraindo quadrilhas especializadas.
A Polícia Civil de Ivaiporã investiga os furtos como furto simples, mas reforça a suspeita de ligação entre eles. Agentes pedem que produtores rurais intensifiquem vigilância noturna e instalem câmeras ou alarmes em propriedades isoladas.
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