Em Rosário do Ivaí, no Paraná, uma clínica odontológica viveu momentos de terror na manhã de 4 de março de 2026. Por volta das 11h30, uma ligação de número desconhecido aterrorizou as funcionárias do estabelecimento localizado na Rua Mato Grosso, na área urbana da cidade. Um homem com voz masculina, se passando por assaltante, ameaçou invadir o local, assaltar o consultório e atirar nas vítimas caso não recebesse uma transferência bancária de R$ 5 mil.
A equipe da Polícia Militar, lotada em Rio Branco do Ivaí, foi acionada via Copom com suspeita inicial de roubo armado. Os policiais chegaram rapidamente ao endereço e, seguindo as técnicas de abordagem, entraram no prédio para verificar a situação. Após confirmarem que não havia invasores e a área estava segura, colheram o depoimento das vítimas, identificadas como a Sra. [nome omitido por privacidade] e sua companheira de trabalho.
De acordo com o relato, a dentista atendeu a chamada e ouviu o golpista afirmar que estava do outro lado da rua, observando o movimento da clínica. Ele insistia para que ela acessasse o aplicativo do banco e realizasse a transação imediata, repetindo as ameaças de violência armada. Nervosa, a vítima desligou o telefone, mas logo o interfone do consultório tocou. Acreditando se tratar do criminoso, as mulheres entraram em pânico, se esconderam e acionaram uma parente para chamar a polícia.
Os PMs prestaram orientações às vítimas sobre como evitar golpes semelhantes, como não atender ligações suspeitas e verificar a identidade de interlocutores. O boletim de ocorrência foi registrado por estelionato e encaminhado à Polícia Civil para investigações e providências judiciais. Casos como esse, conhecidos como "golpe do falso assaltante", têm se multiplicado no Paraná, explorando o medo das vítimas para obter ganhos rápidos.
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