Em Ivaiporã, no norte do Paraná, a Polícia Militar registrou na tarde de 2 de janeiro de 2026, por volta das 15h53, uma ocorrência de estelionato e extorsão na Rua Regina Mazzaro, no Jardim Aeroporto. A vítima, pressionada por mensagens de um número desconhecido, caiu em uma cilada montada por golpistas que se passavam por agentes da Polícia Civil. Os criminosos exigiam transferências imediatas via PIX, usando táticas de intimidação com alegações falsas de conteúdo ilícito envolvendo a vítima, além de ameaças diretas para forçar o pagamento.
Sob o peso da pressão psicológica e da urgência imposta pelos fraudadores, a pessoa lesada chegou a efetuar as transações financeiras antes de desconfiar do esquema. O boletim de ocorrência foi lavrado prontamente, e a vítima recebeu orientações completas sobre os próximos passos legais, incluindo a preservação de evidências como prints de mensagens, números de telefone e comprovantes de PIX.
A PM enfatiza que nenhuma autoridade de segurança pública, como a Polícia Civil ou Militar, solicita pagamentos, transferências via PIX ou qualquer quantia em dinheiro por telefone, WhatsApp, redes sociais ou outros canais. Golpistas exploram o medo, a urgência e a credulidade das vítimas para induzi-las ao erro, muitas vezes inventando histórias absurdas sobre investigações ou acordos para "evitar prisões".
Para se proteger, a recomendação é clara: não realize qualquer pagamento, interrompa o contato imediatamente, capture todas as provas disponíveis e procure a delegacia mais próxima para registrar o boletim. "Essas informações são cruciais para mapear e prevenir novos crimes, ajudando a polícia a identificar os responsáveis", reforça o comunicado oficial. Casos semelhantes têm se multiplicado no Paraná, e a denúncia rápida é a melhor defesa contra esses predadores digitais.

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