O governo brasileiro manifestou veemente condenação aos ataques militares realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28), em um momento delicado de retomada de negociações diplomáticas. Em nota oficial divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), o Brasil expressou "grave preocupação" com os bombardeios, que ocorreram logo após a reabertura do diálogo entre Washington e Teerã sobre o controverso programa nuclear iraniano.
De acordo com o Itamaraty, a via da negociação representa o "único caminho viável para a paz", alinhando-se à posição histórica do Brasil no Oriente Médio. A nota reforça um apelo urgente às partes envolvidas: respeitar o Direito Internacional, exercer máxima contenção e priorizar a proteção de civis e infraestrutura civil, evitando uma escalada de hostilidades que poderia desestabilizar ainda mais a região.
Os ataques foram iniciados na madrugada deste sábado por Israel, que declarou estado de emergência "especial e imediato" em todo o seu território, conforme reportado pela agência de notícias Reuters. Horas depois, o presidente norte-americano Donald Trump confirmou a participação dos EUA em "grandes operações de combate" no Irã, justificando a ação como medida para "defender o povo americano e eliminar ameaças iminentes do regime iraniano".
O timing dos bombardeios choca pelo contraste com os avanços diplomáticos recentes. Na quinta-feira (26), representantes do Irã e dos Estados Unidos se reuniram em Genebra para retomar negociações sobre o programa nuclear persa, suspensas há meses. Países ocidentais, incluindo EUA e Israel, acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares – alegação veementemente negada pelo governo iraniano, que defende fins pacíficos, como energia e pesquisa médica.
Em resposta à crise, o embaixador brasileiro em Teerã, André Veras Guimarães, mantém contato direto com a comunidade brasileira local, fornecendo atualizações e orientações de segurança. Embaixadas do Brasil em outros países da região também monitoram os desdobramentos, com foco nas necessidades dos compatriotas afetados. O Itamaraty recomenda que brasileiros na área sigam rigorosamente as instruções das autoridades locais para evitar riscos.
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