O Governo do Paraná enviou à Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (1º), o projeto de lei que cria o Fundo Estratégico do Paraná (FEPR), um fundo soberano vinculado à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Essa iniciativa visa fortalecer a gestão fiscal, impulsionar investimentos estruturantes e oferecer respostas ágeis a desastres naturais, estruturada em três pilares: Desenvolvimento Socioeconômico, Sustentabilidade Fiscal e Enfrentamento de Desastres. Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o FEPR representa um legado para o futuro do estado, garantindo estabilidade econômica mesmo com desafios como a Reforma Tributária e o fim de benefícios fiscais em 2028.
O fundo será dividido em três reservas independentes, cada uma com regras específicas para maximizar sua eficiência. A Reserva de Investimento Estratégico (RIE) financiará obras em infraestrutura, como estradas e logística, inovação tecnológica e atração de empresas, mantendo programas como o Paraná Competitivo, que já captou R$ 13,8 bilhões em 2025. Já a Reserva para Sustentabilidade Fiscal (RSF) atuará como uma poupança pública, assegurando que o Índice de Liquidez Relativa fique acima de 5%, usada apenas para despesas obrigatórias não cobertas por receitas correntes, conforme explica a diretora do Tesouro Estadual, Carin Deda, comparando-a a uma reserva de emergência familiar.
A terceira reserva, para Enfrentamento de Desastres (RED), receberá inicialmente R$ 350 milhões para ações imediatas em calamidades, como enchentes, tempestades ou o recente tornado em Rio Bonito do Iguaçu. Com o FEPR, o Paraná busca equilibrar contas públicas, acelerar o desenvolvimento e proteger a população, consolidando um ambiente de negócios seguro e atrativo. O projeto reforça a visão de longo prazo do governo, preparando o estado para oscilações econômicas e eventos climáticos extremos.

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