Em Cambira, no norte do Paraná, um caso de estelionato movimentou o Destacamento Policial Militar na manhã de 14 de março de 2026. O Sr. J. C., de 44 anos, registrou boletim de ocorrência na Avenida Brasil, no Centro da cidade, relatando ter sido vítima de um golpe no ramo de materiais metálicos. O incidente, ocorrido por volta das 8h37, expõe os riscos de negociações informais e a importância de verificar a legitimidade de vendedores.
Tudo começou em fevereiro, quando J. C. solicitou um orçamento para estruturas metálicas e telhas do modelo "sanduíche". Um indivíduo se apresentou como Sr. D. A. G., alegando ser vendedor de uma empresa local de Cambira. No dia 11 de fevereiro, o negócio foi fechado. J. C. efetuou o pagamento via cartão de crédito, no valor aproximado de R$ 2.400,00 – quantia já debitada de sua conta. O suposto vendedor chegou a comparecer à residência da vítima, portando uma máquina de cartão registrada em nome de Sra. R. S., supostamente sua mãe, o que facilitou a transação.
Após o pagamento, J. C. tentou contato diversas vezes para cobrar a entrega dos materiais, mas não obteve retorno satisfatório. Desconfiado com o atraso, ele se dirigiu à empresa mencionada em Cambira. Lá, foi recebido pelo Sr. G. P., um dos proprietários, que negou qualquer conhecimento da venda ou do orçamento. "A empresa não reconhece essa negociação", afirmou G. P., segundo o relato da vítima.
A conversa azedou rapidamente e as partes entraram em vias de fato, resultando em uma confusão física. Para tentar resolver a repercussão pública, J. C. havia gravado um vídeo no dia anterior, relatando o ocorrido e publicado em redes sociais. Diante disso, G. P. exigiu que a vítima gravasse um novo vídeo esclarecendo que possivelmente fora vítima de golpe e que a empresa não tinha envolvimento na transação.
Os policiais orientaram J. C. sobre os procedimentos cabíveis, como registro formal do estelionato e possível acionamento do banco para contestar a cobrança. O caso destaca a vulnerabilidade de compradores em transações sem contratos formais e a necessidade de checar referências de empresas. Autoridades investigam a identidade do suposto vendedor D. A. G., que manteve contatos pessoais com a vítima, mas sumiu após o pagamento.
Comentários: