Uma ocorrência de roubo em Apucarana se transformou em uma narrativa complexa e assustadora que se estendeu por toda a madrugada. A Polícia Militar foi acionada na manhã do dia 18 de setembro para atender um chamado na agência da Caixa Econômica Federal na Praça Rui Barbosa. No local, a equipe encontrou J.D.N.N., de 36 anos, em estado de nervosismo e com relatos desconexos sobre os fatos. A vítima narrou que a sua abordagem aconteceu nas proximidades da rodoviária da cidade, por volta das 6h da manhã.
Os dois criminosos, um com moletom cinza, magro e baixo, e o outro, moreno e careca, o abordaram com a ameaça "irmão, perdeu, entrega tudo". A partir daí, o que era para ser um roubo rápido se transformou em um sequestro-relâmpago, com os criminosos exigindo mais do que a mochila que continha R$ 400 e um celular Motorola. A vítima implorou para que seus documentos pessoais fossem devolvidos, mas os assaltantes, que a princípio usavam uma faca para a ameaça, disseram que "não havia acabado ainda".
O drama se prolongou por toda a noite e madrugada. Segundo a vítima, os criminosos a fizeram caminhar pela cidade sob a mira de um revólver, uma escalada na violência que aumentou a tensão e o medo. O ponto de terror chegou quando os assaltantes a coagiram a entrar na agência bancária para realizar saques. A vítima estava sob ameaça, mas a situação foi interrompida de forma inesperada. Uma mulher entrou na agência, o que surpreendeu os agressores e os fez fugir imediatamente.
Com a fuga dos suspeitos, a vítima pôde acionar a polícia, que, apesar das buscas, não conseguiu localizar os autores do crime. A PM destacou que o relato da vítima se mostrou confuso e com várias contradições, um sintoma do trauma e do estresse vivenciado. Um boletim de ocorrência foi registrado para que a investigação possa continuar, buscando identificar e prender os responsáveis por essa noite de terror e coerção.
Comentários: