Uma ocorrência de lesão corporal no âmbito da violência doméstica e familiar chocou moradores do Parque Bela Vista na manhã de 12 de março de 2026. Por volta das 8h12, a Polícia Militar foi acionada via Central de Operações após denúncias de agressões em uma residência na Rua Vitor Hugo Pilizaro. Testemunhas relataram ouvir pedidos de socorro de uma mulher, enquanto um homem gritava e discutia no interior da casa.
Ao chegar ao local, os policiais avistaram o suspeito, identificado como B. T. J., de 39 anos, em visível estado de embriaguez e alteração psicomotora. Ele se recusou a obedecer às ordens de abordagem, resistindo ativamente com empurrões. A equipe precisou empregar técnicas de imobilização progressivas, resultando em queda ao solo junto ao PM. O agressor foi algemado com base na Súmula Vinculante nº 11 do STF, devido ao risco à segurança dos agentes e terceiros. Um auto de resistência à prisão foi lavrado.
A vítima, Sra. B. V. P., de 19 anos, é ex-convivente do homem. Segundo seu depoimento, os dois passaram a noite juntos na tentativa de reatarem o relacionamento, mas uma discussão por ciúmes escalou para agressões físicas. B. T. J. usou um cabo de vassoura para atingi-la na mão esquerda, costas e pescoço, além de desferir tapas, socos na cabeça e um chute no braço direito. Ela revelou um histórico de violência: ameaças anteriores e agressões com fio elétrico. No atendimento, apresentava escoriação no ombro direito, hematoma no olho direito e múltiplas cicatrizes nas costas e membros.
Presente na casa, a tia do agressor, Sra. L. T. J. M. S., confirmou ter presenciado as agressões e afirmou que brigas são frequentes no casal. Ela pediu que o homem não fosse solto, temendo novas violências. Todos foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para exames e, em seguida, à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana para procedimentos legais, incluindo o boletim de ocorrência.
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