Um homem foi preso em flagrante na noite de sábado (22) por lesão corporal no âmbito da violência doméstica e familiar, na Rua Presidente Getúlio Vargas, no Jardim Ponta Grossa. O caso, registrado às 19h28 pela Polícia Militar (PM), envolveu ameaças de morte, agressões físicas e desobediência a medida protetiva de urgência já deferida pela Justiça.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que o agressor, sob efeito de álcool e entorpecentes, invadiu sua residência cobrando-a por ter registrado boletim anterior de violência doméstica. O processo judicial resultara em medida protetiva contra ele. Ameaçada de agressão, a mulher fugiu de casa para se proteger, mas o homem a perseguiu pela rua pública.
No confronto, ele a enforcou, puxou pelo braço e desferiu um chute em sua perna, gritando que a mataria caso ela não retornasse para casa. A PM, acionada, chegou ao local e não encontrou lesões visíveis na vítima, mas ouviu seu depoimento detalhado. Os policiais localizaram o suspeito escondido nos fundos da residência, visivelmente alterado. Foi realizada abordagem e busca pessoal, sem achados ilícitos.
O agressor, que já usava tornozeleira eletrônica por determinação judicial, recebeu voz de prisão. Para garantir a segurança da equipe e do conduzido, algemas foram aplicadas. Ao ser colocado no compartimento fechado da viatura, ele começou a gritar excessivamente e a se debater contra as paredes do camburão.
O homem foi levado à 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana para procedimentos legais, incluindo o flagrante. A vítima foi orientada sobre direitos e apoio psicológico disponível via rede de proteção à mulher. Casos como esse reforçam a importância das medidas protetivas da Lei Maria da Penha, mas expõem desafios na fiscalização de tornozeleiras eletrônicas e reincidência em contextos de dependência química.
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