Em Ivaiporã, no norte do Paraná, um homem caiu em uma armadilha digital sofisticada na noite de 9 de março de 2026. Por volta das 19h53, ele registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar, na Avenida Presidente Tancredo Neves, no Centro, relatando ter sido vítima de estelionato. O golpe, comum em plataformas de e-commerce, explorou a confiança da vítima em um suposto procedimento de reembolso.
Tudo começou com mensagens recebidas por um aplicativo de mensagens. Uma pessoa se apresentou como representante oficial do Mercado Livre, informando que a compra de um guarda-roupa havia sido cancelada. Para receber o reembolso, a vítima foi orientada a fazer um depósito inicial via PIX. Encantado com a promessa de devolução rápida, o homem seguiu as instruções. Em seguida, a falsa atendente insistiu em novos pagamentos para "refazer a compra", enviando boletos destinados a uma conta ligada ao Mercado Pago.
Sem desconfiar, a vítima realizou diversos repasses, enviando comprovantes a cada transação. De repente, a interlocutora apagou todas as mensagens e sumiu, bloqueando qualquer contato. Horas depois, outro número telefonou, novamente se passando por funcionário do Mercado Livre, pedindo mais dinheiro. Foi o estopim: o homem percebeu a fraude e correu para a delegacia.
A Polícia Militar registrou o caso como estelionato e orientou a vítima sobre os próximos passos, como bloqueio de contas e denúncia ao banco central via Registrato. Especialistas em cibercrimes alertam que golpes como esse, conhecidos como "falso reembolso", crescem com o aumento das compras online. Criminosos usam números falsos, linguagem convincente e urgência para pressionar as vítimas, explorando o medo de perda financeira.
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