Em Mauá da Serra, no Paraná, uma idosa de 64 anos identificada como A. F. S. procurou o Destacamento de Polícia na tarde de 2 de abril de 2026 para registrar um boletim de ocorrência de estelionato. O caso, ocorrido no endereço da Rua Tibagi, no Centro I, expõe a vulnerabilidade de idosos a fraudes digitais cada vez mais comuns.
Tudo começou quando a vítima recebeu uma mensagem em seu celular, supostamente relacionada à "prova de vida" de seu benefício previdenciário. A pessoa por trás da comunicação, fingindo ser de um órgão oficial, solicitou dados da conta bancária da idosa para "atualizar" as informações. Confiando na legitimidade da solicitação, A. F. S. forneceu os dados sem desconfiar.
Na mesma data do registro, ao comparecer à agência do Bradesco para uma consulta rotineira ao extrato bancário, a mulher descobriu o golpe: uma transferência não autorizada de R$ 2.999,56 havia sido realizada em 31 de março de 2026, beneficiando uma pessoa identificada apenas como G. F. Desesperada, a idosa correu ao destacamento policial por volta das 16h49 para formalizar a denúncia.
Os policiais confeccionaram o boletim de ocorrência e orientaram a noticiante sobre as medidas cabíveis, como o bloqueio imediato da conta, contato com o banco para contestação da transação e possível acionamento do Ministério Público. Especialistas em crimes cibernéticos alertam que golpes como esse, conhecidos como "phishing" ou "proof of life scam", exploram a confiança de aposentados e pensionistas, usando termos oficiais para induzir ao erro.
Casos semelhantes têm se multiplicado no Brasil, com o INSS e bancos emitindo constantes alertas: nenhuma instituição solicita dados bancários por mensagem de texto ou WhatsApp para prova de vida. A prova de vida oficial é feita presencialmente ou via app do governo. A Polícia Civil investiga o paradeiro de G. F., mas recomenda que vítimas preservem prints das mensagens e comprovantes para agilizar as apurações.
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