Em uma escalada dramática do conflito iniciado por ataques dos Estados Unidos e Israel, o Irã intensificou nesta quarta-feira (11) uma ofensiva com mísseis e drones contra vários países do Golfo Pérsico. Explosões ecoaram em cidades como Dubai, Doha, na Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Omã, enquanto sistemas de defesa aérea entravam em ação para interceptar os projéteis lançados por Teerã. A ação, descrita pela Guarda Revolucionária iraniana como a "operação mais intensa desde o início da guerra", visa responder às ameaças militares constantes contra o país, que promete não cessar hostilidades até garantir sua segurança.
Em Dubai, dois drones foram abatidos próximo ao Aeroporto Internacional, resultando em quatro estrangeiros feridos. No Qatar, alertas urgentes foram emitidos pelas autoridades, orientando moradores a buscarem abrigo enquanto mísseis eram interceptados sobre Doha. Relatos semelhantes surgiram em outras nações do Golfo, com defesas antiaéreas neutralizando a maioria dos ataques, mas gerando pânico generalizado e interrupções no tráfego aéreo e marítimo. A Arábia Saudita e o Kuwait confirmaram ativação de seus escudos defensivos, enquanto Bahrein e Omã relataram explosões isoladas sem vítimas imediatas.
Paralelamente, o Irã reforça sua pressão sobre o Estreito de Ormuz, artéria vital para o comércio mundial de energia. Por ali passam cerca de 20% do petróleo e gás transportados globalmente, e qualquer bloqueio poderia disparar preços internacionais e afetar economias dependentes de importações. A Guarda Revolucionária alertou para possíveis minas marítimas, elevando temores de uma crise energética.
Do lado americano, o Exército dos EUA anunciou a destruição de embarcações iranianas usadas para lançar minas no Golfo, o que aumenta o risco de confrontos diretos. Autoridades dos envolvidos estimam mais de 1.700 mortos no conflito até agora, somando vítimas no Irã, Líbano e Israel. Líderes regionais convocam negociações urgentes, mas o ciclo de retaliações sugere que a instabilidade persistirá, com impactos profundos na segurança energética global.
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