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Domingo, 19 de Abril de 2026
Irã escolhe novo líder supremo após morte de Khamenei em meio à guerra

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Irã escolhe novo líder supremo após morte de Khamenei em meio à guerra

Assembleia de Peritos elege sucessor em votação secreta; Trump e Israel reagem com interferências e ameaças

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A Assembleia dos Especialistas do Irã, composta por 88 clérigos eleitos pelo povo, anunciou a escolha de um novo líder supremo para substituir o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia da guerra contra Israel e Estados Unidos. O nome do eleito ainda não foi revelado, mas Mohsen Heidari Alekasir, representante de Khuzistão, informou à agência Isna que a opção "mais adequada, aprovada pela maioria", foi selecionada. Devido às circunstâncias do conflito, a reunião ocorreu de forma remota, sem encontro presencial.

Outro membro, Hojjatoleslam Mahmoud Rajabi, destacou à agência Mehr o esforço incansável dos peritos, que trabalharam "dia e noite". A divulgação oficial virá do Secretariado da Assembleia e da Mesa Diretora. Khamenei, no cargo há 36 anos, comandava a estrutura de poder da República Islâmica, que inclui Executivo, Parlamento, Judiciário e o Conselho dos Guardiões – com seis membros indicados por ele e seis pelo Parlamento. A Assembleia dos Peritos, única responsável pela eleição do líder vitalício (embora passível de destituição), age como guardiã máxima do sistema teocrático.

A guerra já ceifou pelo menos 1.332 vidas civis, segundo autoridades iranianas, incluindo o trágico bombardeio a uma escola de meninas, que matou 168 crianças e expôs os horrores do conflito.

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Do exterior, reações polêmicas agitam o cenário. O presidente dos EUA, Donald Trump, que impulsiona uma "mudança de regime" no Irã, declarou à Axios que "preciso estar envolvido na nomeação" e rejeita Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, como sucessor. Em resposta, o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou à NBC News que "esta é uma questão puramente interna do povo iraniano", eleita democraticamente pela Assembleia, sem interferência externa.

Israel endurece o tom: na quarta-feira (4), o ministro da Defesa, Israel Katz, postou em rede social que o novo líder "será um alvo inequívoco para eliminação", independentemente de nome ou esconderijo. Essas declarações intensificam tensões em um Oriente Médio já inflamado pela ofensiva contra Teerã.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): AFP
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