Jorge Santana, primo do vocalista Alecsander Alves, conhecido como Dinho, dos Mamonas Assassinas, esclareceu a origem da jaqueta encontrada em surpreendente estado de conservação durante a exumação dos corpos dos integrantes da banda. A descoberta, que gerou curiosidade entre fãs, ocorreu nos preparativos para a cremação dos restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli, mortos em um trágico acidente aéreo em 1996.
Em entrevista ao programa Jornal da Tarde Piauí, da Rádio Jornal Meio Norte, Santana explicou que a jaqueta nunca pertenceu a Dinho nem foi guardada dentro do caixão. "Ela era de um membro da equipe da banda e foi depositada sobre a urna funerária por alguém do staff no momento do sepultamento, como um gesto simbólico de despedida", detalhou o familiar. Segundo ele, a peça de roupa ficou do lado de fora da estrutura do caixão, o que explica sua preservação impecável após quase três décadas.
A exumação faz parte de um projeto emocionante de homenagem aos músicos, que morreram na Serra da Cantareira, em São Paulo, quando a aeronave que os trazia de um show em Brasília colidiu contra o solo, vitimando todos os ocupantes. Os corpos, sepultados no BioParque Cemitério, em Guarulhos, serão cremados, e as cinzas serão usadas no plantio de cinco árvores no mesmo local. O espaço será transformado em um memorial oficial para eternizar a memória da banda, famosa por seu humor irreverente e sucessos como "Vira-Vira" e "Pelados em Santos".
A iniciativa preserva o legado dos Mamonas Assassinas, grupo que conquistou o Brasil nos anos 1990 com letras debochadas e apresentações explosivas. Fotos da jaqueta e de uma pelúcia encontrada no processo viralizaram, reacendendo o interesse pela história da banda. Santana enfatizou que o gesto da jaqueta reflete o carinho da equipe pelos artistas, tornando a descoberta ainda mais simbólica.
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