Raphael Canuto da Costa, de 21 anos, foi atropelado e morto pela namorada Geovanna Proque da Silva na madrugada de domingo (28) em São Paulo (SP). O crime, investigado pela Polícia Civil como homicídio doloso duplamente qualificado por motivo fútil e emboscada, chocou a família da vítima. Nesta terça-feira (30), o advogado Fábio Gomes da Costa, representante da família, revelou que o casal planejava viajar para Minas Gerais no dia seguinte ao trágico episódio, para comemorar exatamente um mês de namoro.
Raphael e Geovanna se conheciam há cerca de um ano como ficantes, mas o relacionamento oficial começou no final de novembro, quando ele a pediu em namoro e entregou uma aliança de compromisso. "Eles haviam combinado a viagem para Minas, onde iriam celebrar a data", contou o advogado. A comemoração, no entanto, nunca aconteceu. Horas antes do crime, durante um churrasco na casa de Raphael, Geovanna entrou em crise de ciúmes. Ela enviou mensagens de ameaça a um conhecido presente no evento, questionando a presença de outras mulheres e ameaçando ir ao local "quebrar ele e tudo que tem aí".

A tensão escalou para uma discussão presencial. Após o confronto, Raphael saiu para andar de moto com a amiga Joyce Correa da Silva, de 19 anos. Furiosa, Geovanna iniciou uma perseguição de carro em alta velocidade pelas ruas da capital paulista. Ela atingiu a motocicleta dos dois, causando a morte imediata de Raphael e Joyce no local do acidente. A Polícia Civil classificou o ato como intencional, descartando qualquer possibilidade de acidente de trânsito. "Ela teve intenção de matar", afirmou um investigador.
Geovanna foi presa em flagrante logo após fugir do local. Ela responde por dois homicídios dolosos duplamente qualificados, além de lesão corporal na direção de veículo automotor. A jovem de 21 anos permanece à disposição da Justiça, enquanto a família de Raphael lida com o luto e busca justiça. O caso ganhou repercussão nacional, destacando os perigos de crises de ciúmes extremas.

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