Forças militares mexicanas anunciaram a morte de Nemésio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do poderoso Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), em uma operação conjunta apoiada por inteligência dos Estados Unidos. Considerado o criminoso mais procurado do México e com um prêmio de US$ 15 milhões oferecido pelos EUA, El Mencho tinha histórico criminal nos dois países: mais jovem, foi preso duas vezes pela polícia de São Francisco, nos anos 1990.
A ação representa um golpe significativo na guerra do governo mexicano contra os cartéis de narcotráfico, intensificada pela pressão de Washington para reprimir o crime organizado. Em nota oficial, o Ministério da Defesa do México agradeceu a colaboração americana, que forneceu informações cruciais para localizar e neutralizar o traficante, escondido há anos em áreas rurais de Jalisco.
A eliminação de El Mencho, no entanto, desatou uma onda de violência imediata na região. Traficantes do CJNG retaliaram com ataques coordenados: policiais foram assassinados, estradas bloqueadas com barricadas, veículos, ônibus e prédios incendiados, transformando cidades como Guadalajara em cenários de guerra civil. Homens armados atacaram áreas próximas ao Aeroporto Internacional de Guadalajara, gerando pânico e transtornos generalizados. Companhias aéreas suspenderam voos, e diversas embaixadas emitiram alertas de segurança, recomendando que cidadãos estrangeiros permaneçam em casa.
Autoridades mexicanas reforçaram a presença militar para conter o caos, mas analistas alertam para uma possível fragmentação do CJNG e escalada de disputas por poder entre facções rivais. A operação destaca a cooperação bilateral, mas expõe os desafios persistentes na luta contra o narcotráfico, que deixa milhares de mortos anualmente no México.
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