Em um domingo de glória nas neves italianas, o brasileiro Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, conquistou a medalha de prata na prova de slalom gigante da etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, disputada em Alta Badia, na Itália. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta que passou a defender as cores do Brasil em 2024 completou o percurso com o tempo de 2min35s20, garantindo o segundo lugar em uma disputa acirrada.
O ouro ficou com o austríaco Marco Schwarz, que cravou 2min35s02, apenas 18 centésimos à frente do brasileiro. O bronze foi para o compatriota de Schwarz, Stefan Brennsteiner, com 2min35s24. A performance de Lucas não só eleva o Brasil no mapa do esqui alpino, esporte dominado por nações europeias, mas também consolida sua ascensão meteórica na elite mundial.
Esse resultado em Alta Badia soma-se a um marco histórico alcançado pelo skier em novembro, quando se tornou o primeiro brasileiro a vencer uma etapa da Copa do Mundo. O feito ocorreu na prova de slalom em Levi, na Finlândia, provando que o talento de Lucas transcende fronteiras e inspira uma nova geração no país tropical. Nascido na Noruega, mas com raízes profundas no Brasil, ele representa a fusão de culturas e a superação de barreiras climáticas e tradicionais.
A conquista reacende o orgulho nacional em um esporte pouco convencional por aqui. Especialistas destacam que o pódio de Lucas pode impulsionar investimentos em infraestrutura de neve artificial e treinamento no Brasil, abrindo portas para futuros atletas. "É um orgulho ver o Brasil no pódio de uma das pistas mais icônicas do circuito", comentou um analista da Federação Internacional de Esqui (FIS). Com essa prata, Pinheiro Braathen soma pontos preciosos na classificação geral e mira o ouro nas próximas etapas.

Comentários: