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Segunda-feira, 16 de Marco de 2026
Lulinha admite financiamento de viagem a Portugal por

Política

Lulinha admite financiamento de viagem a Portugal por "Careca do INSS" em depoimento

Polícia apura possível lavagem de dinheiro em despesas luxuosas custeadas por empresário com milionários contratos governamentais

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Em depoimento recente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, reconheceu que o empresário João Carlos da Silva, apelidado de "Careca do INSS", financiou uma viagem sua a Portugal. Lulinha classificou o gesto como uma mera gentileza pessoal, sem qualquer contrapartida política ou favorecimento. A declaração ocorre em meio a investigações da Polícia Federal que buscam esclarecer se o custeio de tais viagens servia de fachada para lavagem de dinheiro.

Os gastos com a viagem chamam atenção pelo luxo: passagens em classe executiva e hospedagem em hotéis de alto padrão em Lisboa somam mais de R$ 60 mil, valor que, segundo relatos, não foi reembolso pelo filho do presidente. Essa admissão ganha relevância diante do porte das operações do INSS, autarquia responsável por gerenciar mais de 39 milhões de benefícios previdenciários, com um orçamento anual superior a R$ 900 bilhões. A empresa ligada ao "Careca do INSS" mantinha contratos individuais com o governo federal que ultrapassavam R$ 50 milhões, o que levanta suspeitas sobre possíveis irregularidades em negociações públicas.

A investigação policial avança para apurar conexões entre os financiamentos pessoais e os negócios milionários da companhia do empresário com o setor público. Autoridades buscam provas de que despesas como essa viagem poderiam encobrir fluxos financeiros ilícitos, em um contexto de escrutínio sobre concessões de benefícios e contratos no INSS. Lulinha nega qualquer ilegalidade, mas o caso reacende debates sobre transparência em relações entre familiares de autoridades e fornecedores do Estado.

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Por enquanto, não há indiciamento formal, mas o episódio reforça a necessidade de maior controle sobre gastos não declarados envolvendo figuras públicas. O Ministério Público acompanha os desdobramentos.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Metrópoles
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