Em Ivaiporã, no norte do Paraná, uma cena de violência doméstica chocou a vizinhança na noite de sábado, 4 de abril de 2026. Por volta das 18h40, a Polícia Militar foi acionada via Copom para atender uma ocorrência na Rua Antonio Fermino Honorato, no bairro Vila Nova Porã. No local, uma cabeleireira de identidade preservada relatou à equipe os detalhes de uma agressão perpetrada por seu marido.
Tudo começou com uma briga entre os dois filhos do casal, um menino de 12 anos e outro de 8 anos. Irritado, o homem dirigiu-se ao garoto mais novo e desferiu tapas em sua cabeça. Em seguida, pegou um chinelo e acertou cerca de três golpes na criança. A mãe, ao tentar intervir e pedir que o marido parasse, tornou-se o próximo alvo. Ele usou o mesmo chinelo para golpear as pernas e as nádegas dela duas vezes, além de ameaçar acertá-la no rosto.
Não satisfeito, o agressor começou a quebrar pertences profissionais da vítima, itens essenciais para seu trabalho como cabeleireira. Assustada, a mulher saiu de casa e ligou imediatamente para a PM. O marido, ao perceber a chegada da equipe policial, fugiu tomando rumo ignorado. Até o momento, buscas em patrulhamento não o localizaram.
A vítima, visivelmente abalada, manifestou desejo de representar criminalmente contra o esposo. Ela descreveu um histórico de ameaças frequentes, afirmando temer por sua vida e pela segurança das crianças. "Ele vive me ameaçando de nos expulsar de casa", relatou, segundo o boletim de ocorrência. Orientada pela PM, a mulher comprometeu-se a comparecer à 54ª Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã para solicitar medida protetiva de urgência, conforme a Lei Maria da Penha.
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