A mídia estatal iraniana confirmou neste sábado a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã por quase quatro décadas, em um bombardeio atribuído a Estados Unidos e Israel. A agência Fars anunciou que Khamenei foi "martirizado" em seu local de trabalho, a Casa da Liderança, refutando rumores de que ele se escondia por medo de atentados.
O governo iraniano, presidido por Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado público. Em nota oficial, o gabinete classificou o ataque como "crime brutal do governo criminoso dos EUA e do regime sionista", prometendo que "o sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão americano-sionista". As Guardas Revolucionárias e o Basij juraram continuar o "caminho de seu guia" para defender o legado revolucionário.
Do outro lado, o presidente Donald Trump celebrou a morte em postagem na Truth Social, chamando Khamenei de "uma das pessoas mais malignas da História". Ele afirmou que o líder não escapou dos "sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados" dos EUA, em parceria com Israel, e que os bombardeios prosseguirão até alcançar "paz no Oriente Médio e no mundo". Trump incentivou a população iraniana e membros da Guarda Revolucionária a se rebelarem contra o regime, oferecendo imunidade a quem desistir de lutar.
Nascido em 1939 em Mashhad, Khamenei ascendeu ao poder após a Revolução Islâmica de 1979, sucedendo Ruhollah Khomeini em 1989. Sob seu comando, o Irã financiou grupos como Hezbollah e Hamas, adotou retórica anti-Israel e anti-EUA, e reprimiu protestos internos, como os de 2009, 2019 e 2022 pela morte de Mahsa Amini. Sanções ocidentais agravaram a crise econômica, com inflação e desemprego em alta.
O ataque coordenado atingiu Teerã, Isfahan, Qom e outras cidades, matando 201 pessoas segundo fontes iranianas, incluindo o ministro da Defesa Amir Nasirzadeh e o comandante Mohammed Pakpour. Netanyahu confirmou destruição de complexos nucleares e apelou ao povo iraniano para se levantar: "Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração". Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra Israel e bases americanas, fechando o Estreito de Ormuz e causando mortes em Emirados, Síria e Bahrein.
A tensão regional escalou após ataques de junho de 2025 e protestos em 2026, com o Irã prometendo vingança que pode redefinir o equilíbrio no Oriente Médio.
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