Uma ocorrência de dano, ameaça e resistência à abordagem policial mobilizou equipes de segurança na madrugada desta segunda-feira (5), em Cambira, no Centro-Norte do Paraná. O caso foi registrado por volta de 1h30 na Rua Honorio Porcino da Silva, na região central do município, e envolveu uma mulher de 35 anos, identificada pelas iniciais F.R., e seu ex-companheiro, morador da residência alvo do ataque.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada após a mulher retornar ao imóvel, que já havia sido palco de uma intervenção anterior registrada pela RPA de Jandaia do Sul. Ao chegar ao local, os policiais constataram que F.R. havia invadido a residência, quebrado a grade de uma janela utilizando um banco de madeira e tentava arrombar a porta de entrada, também com o mesmo objeto. Durante a ação, ela teria proferido ameaças de morte contra o morador, além de xingamentos, chamando-o de “vagabundo”, “desgraçado” e “covarde”.
Quando a equipe chegou, a mulher foi encontrada na garagem, visivelmente alterada. Segundo o registro, ela ignorou a ordem de abordagem e reagiu, avançando contra os policiais com o banco de madeira. Diante da agressividade, os agentes utilizaram spray de pimenta e força moderada para contê-la.
Em entrevista aos policiais, o solicitante informou que tem uma filha de 1 ano e 4 meses com a autora. Questionado sobre o paradeiro da criança, ele afirmou acreditar que ela estaria sob os cuidados da avó materna. No entanto, ao ser contatada por telefone, a mãe de F.R. negou estar com a menor. A equipe ainda se deslocou até a residência da acusada, mas a criança não foi localizada, o que gerou preocupação adicional.
Diante dos fatos, F.R. recebeu voz de prisão, teve seus direitos constitucionais lidos e foi encaminhada à delegacia da comarca para os procedimentos legais. O homem declarou interesse em representar criminalmente contra a ex-companheira. Uma cópia do boletim de ocorrência foi encaminhada ao Conselho Tutelar de Cambira para acompanhamento e providências quanto à situação da criança, cujo paradeiro seguia indefinido no momento do registro.

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