Em um caso chocante de violência doméstica, uma mulher de Ivaiporã, no Paraná, procurou abrigo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ivaiporã após sofrer agressões graves do marido. O incidente, registrado na noite de 2 de abril de 2026, expõe a rotina de abusos que culminou em uma operação policial tensa, com o agressor ferido por disparo de arma de fogo.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima chegou à UPA por volta das 18h49, trazida por um taxista, após pedir abrigo em uma casa de apoio local. Ela relatou que, no dia anterior (1º de abril), o marido a agrediu fisicamente, tentando enforcá-la pelo pescoço e deixando lesões visíveis no corpo. Sem ter onde se abrigar, dormiu na rua e, na manhã seguinte, pegou um ônibus municipal até Ivaiporã para sacar dinheiro em uma agência bancária e comprar comida. Exausta, chamou um táxi que a levou ao abrigo.
A mulher descreveu um histórico de violência constante: o companheiro ingere grande quantidade de bebida alcoólica, torna-se agressivo e profere ameaças de morte. Funcionários do abrigo confirmaram a chegada dela no período da tarde e acionaram a equipe policial. Em contato com o plantão da Polícia Civil, foi autorizado o flagrante, e os PMs se deslocaram com a vítima até a residência do suspeito, em local de difícil acesso na Rua Principal, Santa Bárbara do Ivaí.
Ao chegarem, os policiais ouviram barulhos no quintal. Um soldado realizou adentramento tático nos fundos da casa, enquanto uma soldada posicionou-se na frente. Em segundos, o homem surgiu com um machado em mãos, em posição de ataque. A policial ordenou repetidamente que largasse a arma, mas ele avançou. Dois disparos de alerta com pistola foram efetuados sem sucesso. O agressor continuou progredindo, o que levou a um tiro na perna esquerda, incapacitando-o.
Imediatamente, a equipe acionou o Copoem e o Samu, que prestaram socorro ao ferido, encaminhado ao Hospital Bom Jesus. O subcomandante da unidade compareceu ao local. A vítima concluiu atendimento médico na UPA para tratar as lesões e foi levada à Central de Flagrantes para depoimento. Ressalta-se que o suspeito estava próximo à soldada no momento da tentativa de ataque com o machado, o que elevou o risco à vida dos agentes.
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