O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, anunciou uma grande mudança no Cartão Nacional de Saúde (CNS). A partir de agora, o documento passa a ter o CPF como identificador único do cidadão, substituindo o antigo número do cartão. A medida busca modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a unificação de dados e facilitando o acesso ao histórico do paciente.
A transição está sendo feita através de um processo de "higienização" da base de dados do SUS, o CadSUS. Cerca de 111 milhões de cadastros que não possuem CPF serão inativados até abril de 2026. Mesmo assim, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que nenhum paciente será prejudicado. Pessoas sem CPF continuarão sendo atendidas e, em casos de emergência, um cadastro temporário será emitido.
A unificação permitirá a interoperabilidade do CadSUS com bases de dados da Receita Federal e de outros órgãos do governo. Isso garantirá um melhor monitoramento da saúde pública e combaterá o desperdício, fortalecendo a gestão do sistema. A meta é que, ao final do processo, o número de cadastros ativos no SUS seja equivalente ao de CPFs na Receita Federal.
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