Nos últimos dias, uma série de incidentes graves de lesão corporal, muitos deles enquadrados como violência doméstica e familiar, foram registrados em municípios do Paraná e Minas Gerais, destacando a persistência desse tipo de crime em ambientes residenciais e públicos. Policiais militares atenderam chamadas urgentes via Copom e Sade, resultando em prisões, encaminhamentos médicos e buscas infrutíferas por agressores foragidos. Os casos, ocorridos entre a noite de 28 de fevereiro e a madrugada de 1º de março de 2026, revelam padrões alarmantes, como o consumo de álcool e discussões familiares, e expõem vulnerabilidades de vítimas, incluindo torções, hematomas e agressões físicas brutais.
Em Belo Horizonte (MG), na Rua Marechal Floriano Peixoto, no bairro Ivaiporã, uma mulher sofreu violência doméstica sob a Lei Maria da Penha. Seu companheiro, alcoolizado desde a tarde, invadiu o quarto onde ela descansava com o cachorro de estimação, arremessou o animal contra a parede e a agrediu com tapa no rosto. Ao tentar fugir pulando o muro, ela foi empurrada, torcendo o pé direito. Bombeiros a levaram à UPA 24h, enquanto o agressor foi preso em flagrante, algemado conforme súmula vinculante 11 do STF e encaminhado à Central de Flagrantes.
No Paraná, em Ribeirão Bonito, distrito de Grandes Rios, outra vítima de ex-convivente relatou agressões durante discussão sobre a criação dos filhos: beliscões, cabeçadas e chutes. A PM localizou o homem na casa da mãe dele com as crianças, deu voz de prisão, informou direitos constitucionais e o conduziu ao hospital municipal para exame de lesões corporais, antes de levá-lo à delegacia de Faxinal.
Em Borrazópolis, na Rua João Francisco dos Santos, no Centro, uma mulher alcoolizada apresentou hematomas visíveis causados pelo esposo após briga. Com falas desconexas, ela recusou atendimento médico e abrigo na casa da filha, recebendo orientações e boletim de ocorrência encaminhado à 53ª DRP de Faxinal. O agressor fugiu, e buscas no município não o localizaram.
Ainda em Ivaiporã (PR), na Rua Benedito Antunes, Vila Nova Porã, um homem foi socado na nuca por desconhecido em bar, sem motivo aparente. O estabelecimento fechou após a briga, e patrulhas não encontraram o autor. A vítima dispensou socorro médico e foi orientada.
Por fim, na Avenida Maranhão, Vila São José, em Ivaiporã, um indivíduo caído no chão revelou ter sido espancado por dois homens com socos e chutes, causando múltiplas lesões. O SAMU o atendeu e levou à UPA 24h, mas buscas falharam devido a descrições vagas.
Esses episódios reforçam a necessidade de medidas preventivas, como campanhas contra o alcoolismo e apoio às vítimas de violência doméstica. Autoridades policiais seguem em diligências para capturar foragidos, enquanto unidades de saúde atendem as sequelas físicas e emocionais.
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