Wall Street está em polvorosa com a escalada dos preços do petróleo, que atingiram US$ 116 por barril nesta segunda-feira (30). A alta de mais de 50% desde o início do conflito é impulsionada pela intensificação dos ataques dos houthis contra Israel e pelo impasse diplomático entre Washington e Teerã. Analistas alertam: se a guerra se prolongar por meses, o barril pode chegar a US$ 200, com impactos devastadores.
O Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio de petróleo, é o epicentro das preocupações. Um bloqueio prolongado forçaria uma redução drástica no consumo global, paralisando indústrias e transportes. No Brasil, o reflexo já é sentido: o querosene de aviação deve subir 55%, pressionando passagens aéreas e logística.
Nos bastidores, o presidente Donald Trump endurece o tom contra o Irã. Ele afirmou que os EUA podem "explodir e destruir completamente" usinas elétricas e poços de petróleo iranianos caso não haja acordo. Horas depois, compartilhou um vídeo de um ataque militar a um depósito de munições em Isfahan. O Pentágono mobilizou 2,5 mil fuzileiros navais no fim de semana e avalia operações de alto risco, como a tomada da Ilha de Kharg — responsável por 90% das exportações iranianas de petróleo — e a extração de 440 kg de urânio enriquecido de Teerã.
Enquanto negociações e ameaças de ataques pairam no ar, o mercado financeiro segura a respiração. Investidores temem que o pior ainda esteja por vir, com ramificações para a economia mundial.
Comentários: