Em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná, a Polícia Civil investiga o brutal assassinato da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrido no sábado (21) no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada. Nesta segunda-feira (23), o delegado Hugo Fonseca, da PCPR, revelou detalhes do crime que gerou comoção no estado.
O suspeito, preso em flagrante, foi filmado por uma fotógrafa presente no convento com roupas sujas de sangue. Em depoimento, ele confessou ter pulado o muro do local sob efeito de crack e álcool. Alegou ouvir "vozes" que o ordenavam a atacar a vítima. A freira foi encontrada com sinais de agressão e vestes parcialmente removidas. O homem nega motivação sexual, dizendo que as roupas se soltaram na luta, mas apresentava arranhões no corpo e sangue nas mãos. Ele admitiu ter asfixiado a idosa, descartando uso de pedaço de madeira, como cogitado inicialmente.
A investigação avança com análise de imagens de câmeras de segurança do entorno e perícia na camiseta apreendida do suspeito. Aguardam-se o laudo necroscópico para confirmar a causa da morte e eventuais vestígios genéticos que indiquem estupro.
O crime reacende debates sobre segurança. O governador Ratinho Junior (PSD), em férias no exterior, lamentou a tragédia em redes sociais. Ele destacou que o autor saiu da prisão em dezembro de 2025 e tem múltiplas passagens policiais. "Lei fraca, criminoso forte. É urgente que Estados tenham autonomia para legislar em matéria penal. Famílias não podem ser reféns de marginais", escreveu, defendendo endurecimento legislativo.
A irmã da vítima, de Apucarana, expressou luto público. A PCPR consolida o inquérito para julgamento.
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