Em Rio Bom, no Paraná, a Polícia Militar prendeu na manhã de 6 de março de 2026 um jovem de 20 anos acusado de descumprir medida protetiva e ameaçar a ex-companheira, uma gestante de 21 anos. O caso, registrado às 11h02 na Rua Urbino Silva Novaes, no Centro da cidade, envolveu policiamento de presença e terminou com a prisão em flagrante do suspeito, identificado como K. M. S. V.
Tudo começou quando a vítima, Sra. K. M. O., acionou a Central de Operações da PM relatando o possível descumprimento da medida protetiva concedida em seu favor contra o ex-convivente. Ao chegar ao local, os policiais foram recebidos pela mulher, que descreveu um histórico de ameaças recebidas via mensagens. Segundo ela, o homem prometia matá-la no momento em que fosse buscar a filha na escola. O terror aumentou quando ele enviou fotografias suas segurando uma arma de fogo, o que intensificou o medo pela própria vida e pela do bebê que espera.
Preocupados com a integridade física da solicitante, os militares se dirigiram imediatamente à residência do suspeito. Lá, encontraram K. M. S. V. sentado na área externa do imóvel. Ao notar a presença policial, ele se aproximou voluntariamente. Foi realizada abordagem e busca pessoal, sem localização de objetos ilícitos. Diante das graves denúncias de ameaças, os agentes deram voz de prisão ao indivíduo. Para garantir a segurança de todos, conforme a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal, utilizaram algemas no conduzido.
O preso foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Rio Bom, junto com seu telefone celular – principal prova das mensagens e fotos incriminadoras. A autoridade policial analisará o aparelho e adotará as medidas cabíveis, que podem incluir indiciamento por violência doméstica, ameaça e descumprimento de medida protetiva. O caso expõe a vulnerabilidade de vítimas de relações abusivas, especialmente gestantes, e reforça a importância de denúncias rápidas para intervenção policial.
A ocorrência destaca os riscos de violência de gênero no Paraná, onde medidas protetivas são ferramentas essenciais da Lei Maria da Penha. Familiares da vítima relataram alívio com a detenção, mas pedem agilidade na Justiça para evitar novas abordagens.
Comentários: