Em uma ação rápida na noite de 1º de março de 2026, policiais militares de Faxinal, no Paraná, resgataram uma mulher vítima de violência doméstica no Conjunto Nutrimil, na Rua Salvador do Espírito Santo e Silva. O chamado veio via COPOM, após ligações anônimas de vizinhas ao 190 relatando gritos de socorro e agressões por parte do convivente da vítima.
Ao chegar ao local por volta das 22h38, os PMs viram um homem saindo da residência e retornando apressado, trancando a porta e apagando as luzes. Gritos da mulher pedindo ajuda ecoaram claramente, seguidos de ameaças do suspeito: "Se você falar algo, eu te mato", ordenou ele rispidamente. Diante do risco iminente, os policiais pularam o muro baixo do quintal e tentaram verbalizar, mas sem resposta. Com a porta trancada e os pedidos de socorro persistentes, arrombaram a entrada com um chute.
Dentro da casa, flagraram a vítima deitada em um colchão na sala, com o homem tampando sua boca. Ordenado a soltá-la, ele resistiu, investindo com socos, chutes e empurrões contra os agentes, que usaram técnicas de contenção e spray de pimenta, conforme diretrizes da PM-PR. Embriagado e alterado, o suspeito gritava para que os policiais saíssem e negava as agressões.
Contido e algemado, ele foi preso em flagrante por lesão corporal contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar, ameaça, desobediência e resistência. Tentou coagir a vítima a negar os fatos e alegou invasão domiciliar. Na condução à viatura, resistiu passivamente, jogando-se no chão, o que exigiu força moderada.
No destacamento da PM de Faxinal, a mulher revelou detalhes: chutes nas nádegas, soco na boca com ferimento e golpes com cabo de vassoura quebrado nas costas. Ambos foram ao Hospital Municipal Juarez Barreto — ele para descontaminação do spray, ela para laudo de lesões. Lá, o suspeito renovou ameaças: "Se descobrir que você ligou para a PM, te mato". A ocorrência seguiu para a 53ª Delegacia Regional de Polícia Civil.
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