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Quinta-feira, 12 de Marco de 2026
Por falta de provas, Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro sobre cartão de vacina

Justiça

Por falta de provas, Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro sobre cartão de vacina

Investigação era baseado em mais um depoimento do ex-ajudante Mauro Cid

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (28) o arquivamento do inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro pela suposta falsificação de cartões de vacinação contra a covid-19.

A decisão foi motivada por um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, em seu entendimento, considerou haver "ausência de elementos que justifiquem a responsabilização de Bolsonaro".

Segundo o procurador-geral, Paulo Gonet, a acusação contra o ex-presidente se baseava unicamente nas declarações do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator da trama golpista. Em seus depoimentos, Cid afirmou que a ordem para a falsificação partiu do então presidente.

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Na decisão, Moraes ressaltou que o arquivamento do inquérito pela PGR é irretratável. O ministro justificou sua decisão afirmando que a legislação proíbe o recebimento de denúncia que se fundamente apenas nas declarações do colaborador, exigindo provas autônomas e independentes, além de informações surgidas a partir da colaboração devidamente ratificadas por outras provas.

O arquivamento também se estende ao caso do deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), que também era investigado por supostamente ter seus dados falsos incluídos no ConecteSUS para constar como vacinado contra a covid-19.

Entenda o caso:

Em março do ano passado, a Polícia Federal (PF) concluiu que Mauro Cid atuou como articulador da emissão de cartões falsos de vacinação contra a covid-19 para Bolsonaro e seus familiares. A investigação apontou que Cid inseriu dados falsos no sistema do Ministério da Saúde para facilitar a entrada e saída do ex-presidente nos Estados Unidos, burlando exigências sanitárias.

A PF também relacionou a falsificação dos cartões de vacina à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Para o delegado Fábio Alvarez Shor, que conduziu a investigação, a intenção de fraudar o documento estaria ligada a um possível pedido de permanência em outro país.

Apesar das conclusões da PF, a PGR não é obrigada a seguir o entendimento da polícia e pode solicitar o arquivamento do caso, como ocorreu nesta sexta-feira.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Antonio Augusto/STF
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