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Segunda-feira, 16 de Marco de 2026
Prefeito de Mauá da Serra anuncia ampliação de transporte gratuito para combater impacto do pedágio na Serra do Cadeado

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Prefeito de Mauá da Serra anuncia ampliação de transporte gratuito para combater impacto do pedágio na Serra do Cadeado

Giva promete dobrar frota de ônibus municipais em resposta a protestos pacíficos contra a nova praça de pedágio na BR-376

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Em Mauá da Serra, no Paraná, o prefeito Givanildo Lopes, conhecido como Giva, anunciou nesta quarta-feira (18) uma expansão do transporte público gratuito para o bairro Serra do Cadeado. A medida surge como paliativo imediato diante da instalação de uma praça de pedágio na BR-376, administrada pela concessionária CCR PRVias, que ameaça dividir o município e complicar a vida dos moradores.

A decisão foi tomada logo após uma reunião com o presidente da Câmara Municipal, Luciano Faísca, vereadores, empresários e líderes comunitários da região afetada. Giva destacou que o serviço de ônibus municipais já opera até três vezes por dia desde o início de sua gestão, mas agora será reforçado — possivelmente dobrado — para mitigar os transtornos causados pelo pedágio. "Esse transporte é um trabalho que já desenvolvemos. Por conta do pedágio que está sendo instalado, dividindo nosso município e prejudicando a localidade, vamos aumentar as viagens, dependendo do caso, até conseguirmos algo concreto contra essa cobrança que afeta nossa população, especialmente essa comunidade", afirmou o prefeito durante o encontro.

O anúncio veio em meio a uma manifestação pacífica na praça central da cidade, organizada por moradores insatisfeitos com a nova tarifa. Inicialmente planejado para a própria rodovia, o ato foi transferido para o centro após a CCR PRVias recorrer à Justiça e à Polícia Federal, alegando risco de vandalismo — uma acusação rebatida por Giva, que defendeu a tranquilidade do protesto. Centenas de participantes ergueram cartazes e faixas pedindo soluções alternativas, argumentando que o pedágio isolará bairros periféricos como a Serra do Cadeado, dificultando o acesso a serviços essenciais como saúde, educação e comércio.

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Lideranças locais enfatizam que a cobrança penaliza desproporcionalmente os mais vulneráveis, que dependem de deslocamentos diários para trabalhar ou estudar em áreas centrais. "Não podemos aceitar que uma infraestrutura federal divida nossa cidade e onere quem já tem pouco", disse um morador representando o grupo. A mobilização ganhou força com a coleta de assinaturas em um abaixo-assinado, que será entregue em Curitiba na próxima semana a deputados estaduais, ao Governo do Paraná e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A comitiva busca mediação urgente para isentar o tráfego local ou criar exceções à tarifa.

A iniciativa do prefeito reflete uma estratégia de curto prazo para manter a coesão social, enquanto pressões políticas se intensificam contra a concessionária. Moradores celebraram o anúncio, mas cobram ações definitivas. "É um alívio temporário, mas o pedágio precisa ser revisto", comentou uma empresária local. O caso expõe tensões recorrentes entre concessões rodoviárias e comunidades rurais no Sul do Brasil, onde pedágios são vistos como barreiras ao desenvolvimento.

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