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Domingo, 19 de Abril de 2026
Prefeitos do Vale do Ivaí contestam nova praça de pedágio em área urbana de Mauá da Serra

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Prefeitos do Vale do Ivaí contestam nova praça de pedágio em área urbana de Mauá da Serra

Reunião da Amuvi discute impactos e soluções jurídicas contra tarifa que afeta moradores e economia regional

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Em Mauá da Serra, prefeitos da região do Vale do Ivaí se reuniram nesta sexta-feira (13) na Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) para debater a instalação de uma nova praça de pedágio dentro do perímetro urbano do município. A cobrança, posicionada na BR-376 entre a sede da cidade e o bairro Serra do Cadeado, além de outra em Tamarana na PR-455 a cerca de 10 km, gera impactos financeiros severos para a população local, trabalhadores e acesso a serviços de saúde em cidades vizinhas como Marilândia, Faxinal e Rosário do Ivaí.

O prefeito de Mauá da Serra, Giva, liderou as críticas durante o encontro, que contou com a presença do diretor-presidente do Detran, Santin Roveda, e do secretário de Estado do Trabalho, Paulo do Carmo. Giva propôs à concessionária isenção total para cerca de 130 famílias que residem além do trevo da nova praça e descontos significativos para os demais moradores. Ele rejeitou veementemente a contraproposta da empresa, que transfere o custo da tarifa para a prefeitura. "A isenção que eles pregam não é isenção, é o município pagar pelo pedágio. Isso não é isenção", disparou o gestor, destacando a punição a deslocamentos curtos. "Se você passar na de Tamarana e voltar, você vai pagar a volta também, você vai pagar as duas", exemplificou.

Giva revelou planos para construir uma estrada alternativa ligando a PR-272, em Faxinal, à sede de Mauá da Serra, oferecendo uma rota de desvio aos afetados. Santin Roveda, do Detran, adotou tom realista ao reconhecer as limitações dos contratos de concessão geridos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). "É uma questão que tem que ser juridicamente muito forte, muito bem pavimentada esse caminho com a ANTT junto com a empresa", afirmou. Ainda assim, o representante estadual apoia medidas paliativas, como rotas alternativas locais. "Eu apoio que é fazer um plano B, uma alternativa para que as pessoas da região possam realmente não pagar o pedágio", reforçou Roveda, citando conquistas recentes do governo, como isenção de pedágio para motocicletas e redução do IPVA de 3,5% para 1,9%.

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O presidente da Amuvi e prefeito de Rio Branco do Ivaí, Taborda, defendeu a união dos gestores. "A situação do pedágio está dividindo o interior do município e a sede", alertou, prometendo apoio contínuo da associação. Já o secretário Paulo do Carmo, deputado licenciado, criticou a falta de consulta aos municípios no contrato federal. "Não fomos consultados a respeito desse contrato e estamos absorvendo a demanda das pessoas, das prefeituras", declarou, sinalizando respaldo da Assembleia Legislativa.

A reunião expõe tensões entre interesses locais e concessões federais, com prefeitos buscando frentes jurídicas e de infraestrutura para aliviar o ônus sobre a população do Vale do Ivaí.

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