Um professor da rede estadual de ensino de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi preso em flagrante na quarta-feira, 26 de novembro de 2025, acusado de estupro de vulnerável contra dois alunos de 13 anos. Os abusos sexuais ocorriam dentro da escola, especificamente na sala de aula durante o intervalo e o horário de almoço, e também no laboratório de informática, onde o docente levava as vítimas e as tocava nas partes íntimas enquanto elas usavam os computadores. A prisão foi possível graças à vigilância de uma professora que notou movimentação suspeita nos corredores e alertou a coordenação pedagógica, levando à verificação das câmeras de segurança.
Ao analisar as imagens do circuito interno, a direção da escola identificou atos libidinosos praticados pelo suspeito não apenas no dia do flagrante, mas em gravações de dias anteriores, indicando que os crimes eram recorrentes. A Polícia Militar foi acionada imediatamente, e o professor foi abordado na sala da direção, onde se exaltou e precisou ser algemado antes de ser levado à Central de Flagrantes. Delegado Geraldo Evangelista, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), confirmou que as provas visuais foram decisivas para a autuação pelo crime de estupro de vulnerável.
Em depoimento, o docente negou as acusações, alegando que os gestos configuravam apenas "uma brincadeira", mas as evidências das câmeras contradizem sua versão. Para preservar a identidade das vítimas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nem o nome do suspeito nem o da escola foram divulgados publicamente. O caso agora tramita no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), que investigará depoimentos de outros alunos e professores para apurar possíveis vítimas adicionais, com conclusão do inquérito prevista em 10 dias.
As duas vítimas receberão atendimento psicológico a partir de segunda-feira, 1º de dezembro. O Conselho Tutelar acompanha o caso de perto, reforçando o suporte às adolescentes. Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) informou que colabora integralmente com as investigações e monitora o desenrolar dos fatos.

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