Em uma noite marcada por tensões familiares, a Polícia Militar de Apucarana, no norte do Paraná, registrou na última sexta-feira (4 de janeiro de 2026) uma ocorrência de lesão corporal decorrente de violência doméstica e familiar. O caso aconteceu por volta das 22h41, na Rua Santo André, no Núcleo Habitacional Dom Romeu Alberti. A vítima, uma mulher de 25 anos identificada como F. C. D. G., foi agredida pela sogra, Sra. M. D. G., após uma discussão originada pelo término de seu relacionamento com o filho da agressora, T. F. G. I., de 23 anos.
Tudo começou quando F. C. D. G. conversou com o ex-companheiro e ambos decidiram encerrar o namoro. Ele então deixou a residência e foi para a casa da mãe. Minutos depois, a vítima enviou uma mensagem à sogra, que chegou ao local furiosa, batendo intensamente no portão. Ao abrir a porta, F. C. D. G. levou um tapa no peito, resultando em um arranhão no pescoço. A sogra invadiu o quintal e a casa, iniciando uma discussão acalorada.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima pediu que a agressora parasse e ameaçou chamar a polícia. Nesse momento, M. D. G. puxou os cabelos da nora e deu um tapa em sua mão, derrubando o celular no chão. O ex-namorado, T. F. G. I., retornou ao local e pediu o aparelho da mãe, mas a briga continuou. F. C. D. G. insistiu para que ambos saíssem, o que provocou nova reação: a sogra a puxou pelos cabelos novamente e tentou pegar uma panela para agredi-la.
Desesperada, a vítima empurrou a sogra para se defender. Foi aí que T. F. G. I. interveio, empurrando a ex-companheira com força, fazendo-a cair e bater a cabeça na parede. O marido da sogra, Sr. G. I., que estava presente tentando acalmar a situação, conseguiu retirar a esposa do local. Eles fugiram com o filho, tomando rumo ignorado, e não foram encontrados pela equipe policial.
A PM orientou a vítima sobre os procedimentos legais, como medida protetiva de urgência e registro de boletim de ocorrência. Casos como esse destacam a importância de denunciar violências domésticas, que muitas vezes escalam de discussões familiares para agressões físicas. A Lei Maria da Penha prevê punições severas para autores de violência contra a mulher, incluindo prisão preventiva.

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