Em Apucarana, no norte do Paraná, uma discussão trivial sobre um galo solto virou caso de polícia na noite de 7 de março de 2026. Por volta das 21h35, a Polícia Militar foi acionada para a Rua Valdir Brambilla, no Conjunto Habitacional Fariz Gebrim, após denúncia de ameaça entre vizinhos.
A vítima, identificada como L.C.G., de 32 anos, relatou aos policiais que o problema começou à tarde. O galo do vizinho invade com frequência o quintal de sua casa. Irritada, ela foi até a residência do homem pedir que prendesse o animal. Horas depois, já no escuro, o suspeito apareceu na porta dela armado com um objeto que parecia um revólver.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem a ameaçou verbalmente: disse para não chamar a polícia, se apresentou como "bandido" e avisou que "daria ruim". Ele ainda prometeu que "de agora para frente seria guerra" e que, se ela matasse o galo, "seria pior para ela". As palavras foram ditas na presença dos três filhos menores de L.C.G., o que agravou a situação.
O suspeito fugiu antes da chegada da PM, tomando rumo ignorado. A mulher foi orientada sobre os próximos passos, como registrar boletim na Delegacia da Mulher. Não houve prisão imediata, mas o caso foi documentado para investigação.
Conflitos entre vizinhos por animais soltos são comuns em áreas residenciais como o Fariz Gebrim, mas ameaças com armas simuladas elevam o risco. Autoridades recomendam diálogo ou mediação antes de escaladas. A PM reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pelo 190.
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